Varejo deve crescer até 8% em 2011, estima Fecomercio

SÃO PAULO - As vendas reais do comércio varejista brasileiro devem crescer até 8% dentro de um cenário "otimista" traçado para 2011 pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). A entidade também apresentou outros dois cenários, sendo um classificado como "provável", de alta de 6%, e um "pessimista", com incremento de 3% das vendas na comparação com 2010. Apenas para o comércio de São Paulo, a Fecomercio projeta crescimentos de 7%, 4% e 1%, respectivamente, para o faturamento nesses cenários.

Segundo a federação, a economia brasileira deverá crescer 4,5% no próximo ano, representando uma desaceleração em relação a 2010, sobretudo pela "base de comparação mais forte". Neste ano, o PIB, na avaliação da Fecomercio, deverá crescer entre 6,5% e 8% em comparação a 2009. A entidade prevê taxas de crescimento do emprego, da renda e do crédito "mais modestas" em 2011, além da subida da taxa básica de juros, a Selic. Para a entidade, o consumo das famílias "não crescerá mais do que 6%".



"O primeiro semestre de 2011 deve ser ainda de aumento mais forte baseado no efeito 'carry over' (crescimento acumulado no passado), com desaquecimento gradual a partir da segunda metade do ano", afirmou a entidade, em comunicado à imprensa. De acordo com a entidade, a pressão sobre os preços deve impulsionar para cima os juros em 2011, que podem atingir, dentro de um cenário "pessimista" até 13,5% ao ano. A perspectiva "otimista" para a taxa Selic é de 10,5% e a "provável" 12,5%.

Para 2010, a federação prevê, dentro de um cenário "provável", vendas 10% superiores a 2009, enquanto em um cenário "pessimista" a alta pode atingir 8%. Já se as vendas surpreenderem de forma "otimista" neste final de ano, o varejo poderá avançar até 12%. Apenas para o Estado de São Paulo, as projeções de crescimento das vendas são entre 6,5% e 7%.

A Fecomercio destacou que o ano de 2010 foi marcado pelo forte crescimento da confiança do consumidor e intenção de compra das famílias; aumento do endividamento total, mas com pouca influência sobre a inadimplência; queda dos juros ao consumidor, de 43% para 39%; e alongamento dos prazos de financiamento.

Em dezembro na comparação com o mesmo mês de 2009, o faturamento real do varejo tradicional deverá crescer 8,5%, puxado pelo segmento de eletrodomésticos e eletroeletrônicos (+42,9%). Os demais segmentos do varejo devem avançar 19,2% no comércio automotivo, 11,8% nas lojas de material de construção, 11% móveis e decorações, 4,6% lojas de departamentos, 2,8% supermercados e 0,8% farmácias e perfumaria. Apenas as vendas de vestuário, tecidos e calçados devem recuar, com queda de 1%. O comércio eletrônico deve crescer 25,3% em dezembro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2009.

O varejo deverá faturar um total de R$ 11,2 bilhões neste último mês do ano, ante R$ 9,8 bilhões em dezembro de 2009.

Fonte (Agência Estado)

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